Por brincadeira do destino hoje não escapei de escrever... Logo pela manhã fui escolher um site na minha área de favoritos e cliquei no endereço daqui do blog. Agora noite eu li um texto postado por um 'priminho' amado e me senti na obrigação - ou no direito - de me revelar.
É incrível como tenho tantos assuntos e muitas vezes não consigo escrever sobre nada. Tenho escrito tanto por ai que esqueço daqui.
Enfim, meu primo falava de artistas, de ócio, de paixão e também de coisa simples da vida. E tudo isso coube em algumas linhas! Na verdade ele falava de surf, mas isso para mim foi apenas um detalhe... O que me interessou nas suas palavras foi " Pensando bem, podemos chegar a uma definição para essa felicidade:
arranjar tempo para o ócio".
Intrigada, assustada e inconformada. Será isso mesmo?
Ócio nada mais é que: O não fazer nada. Tempo de descanso, repouso. Preguiça, vadiagem. É o tempo que temos para sermos apenas nós mesmo. Seja o que quiser, aonde estiver.
O ócio acontece no seu trabalho, na sua casa, no seu dia a dia. Não fazer nada pode acontecer até em cima de uma bicicleta.... você é que se propõe a fazer e a determinar esta vadiagem.
Ócio é sinônimo de felicidade sim! Nos momentos de ócio é que fazemos as coisas mais deliciosas da vida. Pode ser um contrassenso: fazer no ócio? Pode. O ócio tudo permite.
Nos momentos de ócio eu posso sentar na minha varanda e olha para o céu. Também posso falar com minha mãe por 30 minutos sobre assunto nenhum. Almoço de domingo na casa da minha avó definitivamente é um momento de ócio. Ficar na areia da praia, ler um revista de fofocas, passa a mão na cabeça da cachorra, abrir uma lata de cerveja, tirar os sapatos, comer pipoca, andar de bicicleta....
Quanto ócio! Cada pequeno prazer da minha vida está contido num momento de ócio.
E meu primo vai além e também cabe na minha reflexão: "Nessa perspectiva podemos fazer uma
reflexão. A bicicleta e o ciclismo. Uma é o oposto do outro. Um vulto vestido
de amarelo fluorescente descendo a 70 km/hora é ciclismo; duas crianças
passeando no calçadão de Ipanema, é bicicleta. (...) Só de bicicleta
podemos nos apaixonar."
Olha essa frase: "Só de bicicleta podemos nos apaixonar". É isso. A paixão acontece nos momentos de ócio. É quando podemos parar e olhar para os lados. É quando temos a cabeça vazia das coisas complicadas. É quando somos nós mesmos.
Tem gente que não sabe se apaixonar... muita gente! É porque não tem momentos de ócio. É porque não consegue se despir das loucuras da vida. Por que os artistas são tão apaixonados? É o ócio criativo!
Para se ter uma grande ideia é necessário vadiar! Para tocar os sentimentos de tantos indivíduos é preciso ser especialista do ócio. E também é necessário ter paixão. Me diga se não é fácil ter um amor de férias de verão? Paixão instantânea, arrebatadora. Quem nunca teve uma é porque não sabe o que é ócio. Não sabe 'ficar de bobeira'.
Quanto ócio! Cada pequeno prazer da minha vida está contido num momento de ócio.
E esta é a minha lição de hoje: aprendi que para ser feliz é necessário paixão. E muito ócio!
Post inspirador: http://issoesurf.blogspot.com.br/
quarta-feira, 25 de abril de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Sonhos
Muitas vezes me pego conversando com o computador e questionando o quanto que devo ou posso me expor. Muitas vezes escrevo histórias reais ou imaginadas que não vão além do “salvar” do laptop. Muitas vezes guardo tudo comigo. Afinal, escrever por quê?
Os meus sonhos são mais ou menos assim também. Sonho muito e lembro muito deles. Dificilmente consigo falar sobre eles.
As imagens logo se perdem, mas a sensação daquilo que aconteceu perdura ao longo do dia.
Sonho constantemente com lugares e pessoas do meu passado. Se alguém me cutucar no FB eu sonho com esta pessoa, se vejo fotos de uma praia que já fui, lá está ela no próximo sonho.
Costumo curtir muito cada um deles. O que acontece é que no sonho eu acabo realizando desejos que não posso ou não devo na vida real.
Sinto-me completamente livre para sonhar. Posso voar, correr, mudar, ser e acontecer. E acordo chorando, rindo, sofrendo ou amando. Lembro-me dos cheiros, das sensações, dos cenários e principalmente das pessoas.
Ficam tão marcadas na minha memória que chegam a substituir a imagem real: quando perdi meu pai há mais de 20 anos o cabelo dele era inteiro preto ainda – apesar dos 49 anos. Não faz muito anos eu sonhei com ele envelhecido, com cabelos grisalhos, os óculos mais modernos, o mesmo estilo de camisa xadrez e calças jeans, a barba por fazer. Aquela imagem era tão verdadeira que quando penso nele é assim que aparece.
Realidade. E os sonhos se tornam realidade.
Esta noite sonhei com uma festa de final de ano em Bertioga. E a casa de um tio – que falei com ele por telefone ontem, claro! Mas não era qualquer festa, como qualquer outra que já teve por lá. Era aquele ano, aquela noite, aquelas pessoas. Porém o banheiro da casa era maior, os quartos divididos de outra maneira e as pessoas... Bem, as pessoas tinham vida própria!
E a festa terminou completamente diferente daquela que já vivi. Com a mesma diversão, com a mesma paixão, mas com outro final.
Parece que vejo novamente um filme. E que cada vez que assisto acerto do meu jeito. Com os meus desejos, com as minhas fantasias.
Fico impressionada com esta capacidade do ser humano. Talvez seja uma forma de poder extravasar ou ainda, de poder agir. Longe da rotina diária que não nos permite ir além.
Terapia. Que o cérebro traz a tona tudo que não sai em palavras. Tudo que está enterrado e não temos coragem de assumir.
Ainda bem que escapa. E se não, era capaz de explodir!
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Tempo
O ano começou outro dia e parece que já faz tanto tempo.
A semana de férias passou rápido, cheia de compromissos, de causos, de horas de estrada. Família, amigos. E a família dos amigos. Tudo vira uma coisa só.
O tempo é curto para tantas novidades. Sede de descanso, fome de liberdade.
Sem a rotina os dias voam mais rápido. Rápido demais. Nem dá tempo de fazer tudo.
Caminhar, dar risada, dormir, discutir sobre o almoço, preparar o churrasco, jogar baralho, passear com a Maria, tomar chuva, discutir sobre tomar chuva ou não, tomar banho de mar, ficar na dúvida se vale a pena enfrentar a areia lotada para tomar banho de mar, ficar acordada até de madrugada para ver as estrelas, namorar, ir ao mercado, ao posto, à padaria, ao bairro vizinho para ver os amigos, e mais um milhão de coisas e lugares.
Vale a pena. Gosto deste clima de festa, de descontração. Cansa, mas é benéfico. Sai da rotina, vira minha vida do avesso. Trás uma enxurrada de emoções, de lembranças, de momentos vividos, de pessoas amadas. Fico nostálgica, revendo na memória uma porção de temporadas passadas. Leva-me para lugares onde fui feliz.
Não que eu não seja feliz ou viva apenas de passado – muito pelo contrário, mas todo final de ano me sinto assim. É ótimo, me faz parecer um pouco mais humana, mais normal. E cada ano me surpreendo mais comigo mesma.
Em algum momento lá atrás eu não gostava desta época de final de ano pelos mesmos motivos que hoje eu gosto. Sentia-me fragilizada com tudo isso.
Amadureci e amoleci.
Meu coração bate mais forte nos dias de hoje. Não tenho mais vergonha de chorar pelas razões mais ridículas – ou por qualquer razão. Não me sinto mais culpada por poder viver em fartura e harmonia, enquanto tanta gente não pode – ou não quer.
Vivo mais a minha vida da minha maneira, sem ficar preocupada com o resto do mundo. Parece egoísmo, mas é apenas autoconhecimento.
Reflexões de uma menina. Menina sim. É assim que sou.
Dou risada das aventuras sem sentido, tomo banho de chuva para ver os fogos na areia da praia, choro de ver os fogos, choro por ganhar um presente que já foi meu um dia e que volta a ser meu 30 anos depois, fico cheia de tanto comer, fico triste por perder uma partida de tranca, fico feliz de poder abraçar amigos de longa data, fico bêbada de felicidade por estar perto da minha família, fico agradecida por ver o sol e poder molhar o corpo no mar, fico admirada de ver as estrelas e discutir sobre as Três Marias ou sobre o Cruzeiro do Sul. Tantos pequenos prazeres... Sem fim!
E então a vida volta para o seu lugar.
A rotina, o trabalho, a academia e tudo mais. Tudo no seu tempo: hora para acorda, para dormir, para almoçar, para trabalhar. Horas e horas.
Tempo que passa rápido. Que acaba logo. Me faz perceber que ainda tem tanto tempo pela frente.
Respiro fundo, porque 2012 está apenas começando. Que assim seja!
A semana de férias passou rápido, cheia de compromissos, de causos, de horas de estrada. Família, amigos. E a família dos amigos. Tudo vira uma coisa só.
O tempo é curto para tantas novidades. Sede de descanso, fome de liberdade.
Sem a rotina os dias voam mais rápido. Rápido demais. Nem dá tempo de fazer tudo.
Caminhar, dar risada, dormir, discutir sobre o almoço, preparar o churrasco, jogar baralho, passear com a Maria, tomar chuva, discutir sobre tomar chuva ou não, tomar banho de mar, ficar na dúvida se vale a pena enfrentar a areia lotada para tomar banho de mar, ficar acordada até de madrugada para ver as estrelas, namorar, ir ao mercado, ao posto, à padaria, ao bairro vizinho para ver os amigos, e mais um milhão de coisas e lugares.
Vale a pena. Gosto deste clima de festa, de descontração. Cansa, mas é benéfico. Sai da rotina, vira minha vida do avesso. Trás uma enxurrada de emoções, de lembranças, de momentos vividos, de pessoas amadas. Fico nostálgica, revendo na memória uma porção de temporadas passadas. Leva-me para lugares onde fui feliz.
Não que eu não seja feliz ou viva apenas de passado – muito pelo contrário, mas todo final de ano me sinto assim. É ótimo, me faz parecer um pouco mais humana, mais normal. E cada ano me surpreendo mais comigo mesma.
Em algum momento lá atrás eu não gostava desta época de final de ano pelos mesmos motivos que hoje eu gosto. Sentia-me fragilizada com tudo isso.
Amadureci e amoleci.
Meu coração bate mais forte nos dias de hoje. Não tenho mais vergonha de chorar pelas razões mais ridículas – ou por qualquer razão. Não me sinto mais culpada por poder viver em fartura e harmonia, enquanto tanta gente não pode – ou não quer.
Vivo mais a minha vida da minha maneira, sem ficar preocupada com o resto do mundo. Parece egoísmo, mas é apenas autoconhecimento.
Reflexões de uma menina. Menina sim. É assim que sou.
Dou risada das aventuras sem sentido, tomo banho de chuva para ver os fogos na areia da praia, choro de ver os fogos, choro por ganhar um presente que já foi meu um dia e que volta a ser meu 30 anos depois, fico cheia de tanto comer, fico triste por perder uma partida de tranca, fico feliz de poder abraçar amigos de longa data, fico bêbada de felicidade por estar perto da minha família, fico agradecida por ver o sol e poder molhar o corpo no mar, fico admirada de ver as estrelas e discutir sobre as Três Marias ou sobre o Cruzeiro do Sul. Tantos pequenos prazeres... Sem fim!
E então a vida volta para o seu lugar.
A rotina, o trabalho, a academia e tudo mais. Tudo no seu tempo: hora para acorda, para dormir, para almoçar, para trabalhar. Horas e horas.
Tempo que passa rápido. Que acaba logo. Me faz perceber que ainda tem tanto tempo pela frente.
Respiro fundo, porque 2012 está apenas começando. Que assim seja!
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Escrever
Não sei
explicar o que acontece. É uma necessidade.
Escrever
alivia os pensamentos, liberta a alma, distrai o coração. Revela sentimentos.
Por vezes começo a escrever por hábito e quando percebo não consigo parar.
Fluidez.
Palavras vomitadas que brotam não sei de onde. Incontrolável.
Os dedos até tentam ser rápidos, mas não acompanham a cabeça. Escrevo, apago, reescrevo. Me perco.
Encontro-me
em Fernanda Young: “Cheia de dúvidas e
decepções. Sentindo vergonha deste português mal-ajambrado; destes capítulos
frouxos, repetitivos, lotados de vícios de expressão e incorreções de todas as
ordens”. Serve-me como roupa feita por um alfaiate.
E continua “Forço-me a escreve, para não ter que jogar
tudo isso no lixo”. E muitas
vezes vai para o lixo: cadernos, diários, bloquinhos, rascunhos, folhas, folhas, folhas
e mais folhas. Que no final acabam no lixo.
Muitas vezes
começa com associação livre, que nada mais é do que terapia. E então cama,
banheiro, banho, quarto, cama, telefone, ansiedade, medo, conversa, ansiedade,
risos, convite, dúvida, olhos fechados, risos, mais conversa, encontro, confirmação,
ansiedade, armário, sala, garagem, carro, rádio, rua, luzes, bar, ansiedade. Explica como uma amiga
me tira da cama para bater papo num boteco...
Sequência lógica e sem sentido (como?). E que ninguém precisa entender. Um desabafo.
Sequência lógica e sem sentido (como?). E que ninguém precisa entender. Um desabafo.
Pode virar história. Ou trabalho. Ou vai para o lixo.
Ficará guardado
para sempre, independente de onde estiver. E fora de mim.
Leio e escrevo. Talvez eu não fale muito. Ou
então não consiga me expressar com palavras ditas, apenas escritas. Sou capaz
de explicar qualquer coisa, se eu puder escrever. Tenho mais coragem, mais
habilidade. E não me preocupo com correções, acertos e coerências. Só escrevo.
Como
morfina para a dor.
Palavras que
manam por todos os lados. Escorrem como lágrimas – ou como sangue. Desaguam em
lugares desconhecidos e descobrem leitores desavisados.
Cumprem sua
promessa. Partem dessa para melhor. Morrem.
Anos depois são capazes de me fazer reviver. Voltar até momentos incríveis, dias de fúria ou tristeza
profunda. E que por isso são tão necessárias.
Escrever é assim. Ponto final.
Escrever é assim. Ponto final.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Nariz
Eu e meu nariz sempre tivemos uma vida agitada. Brigas
infinitas. Noites sem dormir.
Quantas horas em médicos e terapias de todas as categorias: homeopatia, alopatia, acupuntura, cromoterapia, reiki, xamãs, benzedeiras... Chás, poções mágicas, bolinhas de açúcar, antibióticos, antialérgicos, sprays de todos os sabores e cores.
E mais uma infinidade de coisas. Incontáveis. Fora o número exorbitante de pacotes de lenços de papel.
Uns dizem que são crises da alma, outros dizem que é
genético. E mais uns que dizem que sou eu a culpada de tudo! Eu? Juro que não fiz nada para merecer!
A nova agora é a cirurgia. Enfim resolvi apelar. Fiz. Não
sei ainda se bem ou mal. Foi tranquila. Na verdade eu estava morrendo de medo,
afinal nunca passei por nada parecido. Só sei que foi rápido e indolor. Recuperação
acelerada e perfeita
Agora parece que tenho um buraco no nariz! E não faça
um trocadilho malvado.
Tem uma música da Xuxa (af!) que diz assim: "Quem toma conta/E manda em mim/É o meu nariz".
Por causa dele tenho náusea, dor de cabeça, coceira, espirros, espasmos, olhos lacrimejantes e outras coisas mais. Socorro!
Não consigo me
lembrar de quando começou, acho que desde sempre... Cheiros, odores,
fragrâncias, perfumes, aromas - um mais irritante que o outro. Sensibilidade
exagerada.
Os cheiros me trazem lembranças, me fazem odiar alguma coisa ou amar alguém. Os aromas de comida da casa de minha avó. Os perfumes dos namorados. As fragrâncias das flores no sítio. A brisa que vem do mar. Os odores desprezíveis de São Paulo.
Os cheiros me trazem lembranças, me fazem odiar alguma coisa ou amar alguém. Os aromas de comida da casa de minha avó. Os perfumes dos namorados. As fragrâncias das flores no sítio. A brisa que vem do mar. Os odores desprezíveis de São Paulo.
Quantas horas em médicos e terapias de todas as categorias: homeopatia, alopatia, acupuntura, cromoterapia, reiki, xamãs, benzedeiras... Chás, poções mágicas, bolinhas de açúcar, antibióticos, antialérgicos, sprays de todos os sabores e cores.
E mais uma infinidade de coisas. Incontáveis. Fora o número exorbitante de pacotes de lenços de papel.
A nova agora é a cirurgia. Enfim resolvi apelar. Fiz. Não
sei ainda se bem ou mal. Foi tranquila. Na verdade eu estava morrendo de medo,
afinal nunca passei por nada parecido. Só sei que foi rápido e indolor. Recuperação
acelerada e perfeita
Ouvi dizer que tudo vai melhorar e que a minha eterna encrenca
com o meu nariz vai diminuir. Pensamento positivo: vai dar certo!
Sei lá. O que sei é que mais uma aventura foi pra lista - aquela de coisas que a gente não pode deixar de fazer antes de morrer.
Experiências deste mundo e desta vida. E que venha a próxima.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
B-I-C-I-C-L-E-T-A
“... sou sua amiga bicicleta!” Já cantava Toquinho. É assim que me sinto quando estou com a magrela.
Ela lembra a infância com meu pai: eu e minha bicicletinha
azul e as rodinhas. Depois que as rodinhas foram embora teve uma época que eu
adorava emprestar as bicicletas dos meninos lá da minha rua. Era época da BMX e
das bikes freestyle. Eu gostava dos malabarismos e de andar em pé atrás de
alguém ou de andar sozinha sem segurar o guidão.
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| Sou eu que te faço companhia por aí |
Uma vez cai na areia vermelha do sítio dos meus tios em
Sorocaba. E aquela areia não apenas ralou a minha pele branca como penetrou nos
poros... Até hoje a área do joelho ainda é meio avermelhada. E isso já deve ter
mais de 20 anos! Outra vez na Praia Grande – mais ou menos nessa mesma época –
eu cai numa ruazinha cheia de pedrinhas, no asfalto. Ainda consigo lembrar a
dor...
Teve uma que fui atrapalhada mesmo, eu atropelei um carro parado. Isso mesmo. O carro estava parado, eu estava andando de bicicleta e olhando para o lado. Quando vi já era tarde demais e dei de encontro com o carro – repito: parado!
Teve uma que fui atrapalhada mesmo, eu atropelei um carro parado. Isso mesmo. O carro estava parado, eu estava andando de bicicleta e olhando para o lado. Quando vi já era tarde demais e dei de encontro com o carro – repito: parado!
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| Rodo a roda e o tempo roda |
Eu sou daquele tipo que gosta de alugar bicicleta em qualquer lugar: nos parques de
São Paulo, nas praias do Rio, nas ruas de Paris.
Sinto não poder usar como meio oficial de transporte. Em Três Lagoas/MS eu fui muitas vezes trabalhar de bicicleta. Detalhe: bicicleta que ganhei da minha cunhada!
Sinto não poder usar como meio oficial de transporte. Em Três Lagoas/MS eu fui muitas vezes trabalhar de bicicleta. Detalhe: bicicleta que ganhei da minha cunhada!
Já fiz um tanto de coisa legal de bicicleta. Conheci lugares
lindos. Teve uma trilha que fiz com meu marido em Parati/RJ que foi
sensacional! Conhecemos muitas cachoeiras, o centro histórico e no fim paramos num
alambique. Aff. Bicicleta com cachaça nunca deu muito certo. Ic!
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| Sou eu que te levo pelos parques a correr |
E andar de bicicleta aqui é realmente muito gostoso! As
ciclovias passam por lugares turísticos, limpos, organizados, seguros
e o melhor: a grande maioria da ciclovia está em ótimo estado! A gente roda de
15 a 20 quilômetros beirando ruas, parques, praças e até a linha do
trem.
Se fizer sol temos que disputar espaço com os pedestres e com
as enormes famílias que andam juntinhas e devagar. Além de cachorros, patins, skates e
tudo mais. Tudo bem, isso prova que ela é necessária e que faz as pessoas saírem
de suas casas e aproveitarem a cidade, a família, o tempo de lazer. E claro,
ainda cuidam da saúde.
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| Corpo ao vento, pensamento solto pelo ar |
Bom mesmo é andar na rua, com o vento na cara! Sol ou chuva.
Frio ou calor. Tem dia que sinto cada músculo do corpo doer, mas enquanto rodo por
ai sinto apenas prazer. E uma deliciosa sensação de liberdade.
Detalhe: hoje a bicicleta é minha, tá bom?! E comprada por
mim.
Fica mais uma dica de algo que faz bem para o corpo e
para a alma. Animem-se! Andar de bicicleta é tudo de bom!
**Deixo o resto da música do Toquinho para aqueles que
também curtem:
Sou eu que te levo pelos parques a correr,
Te ajudo a crescer e em duas rodas deslizar.
Em cima de mim o mundo fica à sua mercê
Você roda em mim e o mundo embaixo de você.
Corpo ao vento, pensamento solto pelo ar,
Pra isso acontecer basta você me pedalar.
Te ajudo a crescer e em duas rodas deslizar.
Em cima de mim o mundo fica à sua mercê
Você roda em mim e o mundo embaixo de você.
Corpo ao vento, pensamento solto pelo ar,
Pra isso acontecer basta você me pedalar.
Sou eu que te faço companhia por aí,
Entre ruas, avenidas, na beira do mar.
Eu vou com você comprar e te ajudo a curtir
Picolés, chicletes, figurinhas e gibis.
Rodo a roda e o tempo roda e é hora de voltar,
Pra isso acontecer basta você me pedalar.
Faz bem pouco tempo entrei na moda pra valer,
Os executivos me procuram sem parar.
Todo mundo vive preocupado em emagrecer,
Até mesmo teus pais resolveram me adotar.
Muita gente ultimamente vem me pedalar
Mas de um jeito estranho que eu não saio do lugar.
B-I-C-I-C-L-E-T-A
Sou sua amiga bicicleta.
Entre ruas, avenidas, na beira do mar.
Eu vou com você comprar e te ajudo a curtir
Picolés, chicletes, figurinhas e gibis.
Rodo a roda e o tempo roda e é hora de voltar,
Pra isso acontecer basta você me pedalar.
Faz bem pouco tempo entrei na moda pra valer,
Os executivos me procuram sem parar.
Todo mundo vive preocupado em emagrecer,
Até mesmo teus pais resolveram me adotar.
Muita gente ultimamente vem me pedalar
Mas de um jeito estranho que eu não saio do lugar.
B-I-C-I-C-L-E-T-A
Sou sua amiga bicicleta.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
São Francisco
Acredito que todos tem uma razão para existir. Alguns
cumprem esta missão com afinco, outras simplesmente passeiam pela vida, como se nada fosse de responsabilidade delas.
Francisco de Assis foi um cara desses que resolve dizer a
que veio. E sem planejamento ou propaganda. Ele resolveu deixar a família, o
dinheiro do pai comerciante, o estudo e tudo mais. E viver.
Viver de amor. E mais
nada.
Pode ser uma besteira o que vou dizer, mas ele foi um dos
primeiros grandes ativistas pró-natureza da Terra. Ele amou e protegeu tudo que
tem vida: a grama, os pássaros, etc. E aquilo que a natureza nos oferece para cultivar
a vida: a chuva, o sol, etc.
Ele transpirava amor. Amor sem fronteiras, sem razão, sem
interesse. Amor por excelência e por opção. Busco todos os dias ter um pouco só
do seu amor. Só um pouquinho para que me faça mais paciente, mais flexível. Que
destrua os meus medos e receios.
Ele foi um ser iluminado. E que iluminou muita gente desde
que resolveu seguir seu caminho. E como todo caminho ele encontrou pedra,
buraco, montanha. E também muitos gramados verdes e cheios de flores, terra
macia e água fresca. Com os pés descalços sentiu cada um destes caminhos. E
seguiu em frente.
Além de tudo, era o cara mais bem humorado do mundo, ele acordava
dizendo: Bom dia Sol! Bom dia irmão! Queria eu poder ter também só um pouco desta gratidão
matinal... E meu mau humor pela manhã seria esquecido.
Pra mim, ele é “O cara”. Alguém que me dá coragem, esperança
e razão. Eu gostaria de viver mais como ele viveu, mas ainda não evolui tanto assim.
Experimento algumas coisas. Tento me doar aos outros. Tento ser atenta ao
mundo. Tento ter amor por tudo e por todos. Nem sempre dá certo...
Recorro a
ele todos os dias. E cada dia aprendendo um pouco mais.
Não vim aqui para falar de religião, apenas de um homem. Ser
humano como eu e você. Que viveu de amor. Dando e recendo. Só amor. E com isso
conquistou o mundo.
Terça-feira desta semana foi seu dia. Oportunidade para lembra-lo,
para conhecê-lo. E para nos lembrar de que tudo é possível. E que é possível, principalmente, viver melhor.
Com amor.
Só amor.
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